EXPORTANDO PORCARIA!



Em fevereiro desse ano (2020), minha esposa e eu estivemos de férias na Flórida e fomos comer um hambúrguer no BurgerFi de Winter Garden (fica na W Plant St., pertinho da Crooked Can Brewing Company – a cervejaria artesanal de lá).


Percebi que só adolescentes trabalhavam na loja e puxei conversa com um deles. O garoto me contou que todos os atendentes e assistentes daquela loja tinham entre 15 e 16 anos de idade. Perguntei se tinha alguém mais velho supervisionando a loja. Ele me respondeu que sim, que o gerente era o mais velho e que tinha 17 anos de idade. Na hora achei engraçado, mas fiquei reparando no comportamento daquela “garotada” e reparei que, apesar da pouca idade, todos tinham um comportamento extremamente profissional, responsável e maduro. Além de estar fazendo bem para o bolso deles, aquele trabalho estava ajudando a moldar o caráter daqueles meninos e meninas.


Mas qual o motivo de eu estar contando isso?


É que no dia 22 de agosto, no condado de Osceola-FL, foi presa uma quadrilha que havia praticado assaltos à mão armada em lojas de conveniência da Circle K e da 7Eleven em Saint Cloud, Kissimmee e Davenport. Essa quadrilha também furtou vários veículos, entre eles uma viatura policial descaracterizada, em Saint Cloud e ainda assaltaram operários de uma casa em obras naquela mesma localidade.


Algumas coisas incomuns que já se percebe logo de início: geralmente esses crimes contra lojas de conveniência são praticados por indivíduos em busca de dinheiro fácil para sustentar seu vício em drogas (os famosos “nóias”) e muitas vezes mediante o uso de armas brancas ou apenas ameaças verbais. Mas nesses casos, eram 5 adolescentes, extremamente agressivos, que tiveram a ousadia de furtar, de dentro de uma viatura policial, os pertences pessoais do policial que fazia uso do veículo, que danificaram bastante as lojas de conveniência e que, inclusive, dispararam com uma arma de choque roubada da viatura (taser) contra um operário da obra assaltada.


Até aí, para quem vive ou viveu no Brasil (ainda que por pouco tempo), por mais absurdo que seja, nenhuma novidade.


Mas acontece que esse fato ocorreu nos EUA, em comunidades bastante pacíficas e calmas. E, como dizem os comerciais da Polishop no Brasil: “Mas esperem! Não é só isso! ”.


Agora vem a parte que me chamou a atenção e, confesso, me deixou com uma mistura de sentimentos de vergonha, raiva, indignação e perplexidade: os 5 participantes dos crimes eram adolescentes brasileiros. SIM, BRASILEIROS menores de idade!


Os 5 foram presos logo depois de fugirem de uma outra loja de conveniência da 7Eleven que acabavam de assaltar e na qual se depararam com policiais durante a fuga. Mais tarde, um outro brasileiro, maior de 18 anos, também foi preso na cidade de Orlando sob acusação de ter participado dos crimes.


Como esses “projetos de bandidos” foram parar nos EUA? Os pais estão lá? Chegaram no país de forma legal e estão dentro de qual status legal?


No Brasil, sempre existem as desculpas para esse tipo de imbecilidade: “Pobrezinhos! Não tiveram oportunidades na vida! São vítimas da sociedade opressora! Não tiveram oportunidades porque as escolas públicas são uma porcaria! A culpa é do governo que não permite que menores possam trabalhar! ”. E mais todos os tipos de baboseiras que já cansei de escutar em ocorrências policiais.


Mas e agora? Quais são as desculpas para isso ter acontecido nos EUA, onde as escolas públicas são excelentes, sempre existe disponibilidade de empregos e oportunidades para quem quer e precisa trabalhar e não existe a proibição de trabalho para os adolescentes (como, absurdamente, existe no Brasil)?


No Brasil, esses bandidos sequer seriam presos! Nos EUA, provavelmente sofrerão todos os rigores da lei como se adultos fossem.


Será que acharam que por “serem de menor” nada lhes aconteceria e que passariam impunes?


Deixo aqui a seguinte pergunta para você: será que estamos exportando o jeitinho e a malandragem do Brasil embutidos em nossas bagagens (sejam elas de mão ou despachada, cultural, familiar ou genética)?


O caráter se desenvolve em casa, mediante a educação familiar. E isso, na minha humilde opinião, não depende do país em que se vive e sim dos valores que são cultivados em casa!

MD1 LEAD

Quem somos

Siga-nos:

Instagram

facebook

Fale conosco:

contato@md1lead.com

United States of America