TRAGÉDIAS ANUNCIADAS

Atualizado: 9 de Ago de 2020


Infelizmente, começo esse artigo replicando uma notícia ocorrida na madrugada da data de hoje (08 de agosto de 2020) na cidade de São Paulo, no Brasil. Ressalvo que essa notícia poderia ter ocorrido em praticamente qualquer lugar do mundo nos tempos de hoje, devido ao momento “politicamente correto” em que vivemos.

Na madrugada de hoje, três policiais militares, da cidade de São Paulo, perderam suas vidas ao entrarem em confronto com um bandido que tentou se passar por policial civil. Dois desses policiais eram casados e suas esposas estão grávidas (uma delas de gêmeos).

O bandido também morreu no confronto, o que não atenua nem um pouco o luto e sofrimento de toda a família policial e das pessoas que têm um mínimo de respeito por esses policiais que morreram no cumprimento do seu dever de proteger e servir a população.

Quem leu meu último artigo aqui do portal MD1 Lead, viu a minha “previsão” (entre aspas porque é um tanto quanto óbvia) de que policiais em serviço, acabariam colocando suas próprias vidas em risco por conta de imposições, ainda que implícitas, de não cometerem excessos em serviço.

Seguramente que não o fizeram propositadamente ou por negligência. Mas talvez, inconscientemente por temer uma punição ou conflito entre instituições ou mais repulsa de uma sociedade a cada dia mais doente.

Para resumir a ocorrência, os policiais viram ocupantes de um veículo em local e atitudes suspeitas e resolveram abordá-los. Um dos homens abordados se disse policial civil e entregou uma arma que portava para que o policial militar checasse registro e numeração.

Os demais policiais, talvez por temer escalar a tensão da situação ou mesmo por temer uma punição por excesso, descuidaram por segundos do abordado, momento em que o mesmo sacou uma secunda arma e atirou contra os três policiais militares. Houve uma intensa troca de tiros e o resultado foi o pior possível: todos morreram, com exceção do segundo abordado que fugiu, mas que foi detido na sequência por outras guarnições da polícia militar.

Uma verdadeira tragédia para as famílias dos policiais e para toda a sociedade de bom caráter desse mundo.

Se os policiais tivessem mantido uma postura mais agressiva (agressividade é diferente de violência ou excessos) e mantido o abordado imobilizado ou sob mira de suas armas, dificilmente essa tragédia teria esse desfecho. Porém, hoje em dia, isso é visto como um abuso, um excesso e uma truculência pela sociedade.

Eu já fui abordado por policiais militares, de forma bem agressiva (com armas apontadas para mim) e achei isso perfeitamente normal dentro da situação em que eu me encontrava. Me identifiquei calmamente, verbalizando, sem fazer movimento bruscos e narrando antecipadamente todos os lentos movimentos que iria fazer. Inclusive, falei para que os policiais que não tinha problema me manterem sob suas miras até que estivessem completamente certos de que eu era quem eu dizia ser.

Porém, pessoas comuns, hoje em dia, sentem-se “ultrajadas” ao serem abordadas dessa forma e passam a se comportar agressivamente, desafiando os policiais a tomarem atitudes mais enérgicas simultaneamente à atitude corriqueira de sacarem seus celulares e começaram a filmar tudo de forma extremamente petulante. E infelizmente, muitas vezes, os policiais que tomam qualquer atitude mais enérgica frente a esses enfrentamentos, são sim punidos e humilhados pelos seus comandantes, pelo governo aos quais são subordinados, pela imprensa e por fim, por uma parte da população (que muitas vezes “compram” as notícias fora de contexto e de cenário, tal qual a imprensa manipula).

Na data de ontem, recebi um vídeo de uma ocorrência policial nos Estados Unidos, na qual um policial, ao abordar (verbalmente) um pedestre que está com uma faca enorme em punhos é confrontado pelo mesmo, continua verbalizando, tenta parar o ataque se utilizando de um taser (arma de choque elétrico) e por fim corre de seu agressor ao mesmo tempo em que dispara com sua arma de fogo contra ele. A agressão só termina quando o policial consegue acertar alguns disparos e o agressor cai.

O “politicamente correto” quase custou a sua vida desse policial, que teve muita sorte em conseguir se safar vivo dessa ocorrência. Um agressor armado, veio para cima dele, mesmo depois de ele ter verbalizado de forma “politicamente correta” e, ainda assim, o policial demorou a tomar uma atitude mais enérgica, provavelmente com receio de ser repreendido ou punido por isso.

Esses fatos me deixam “com o estômago revirado” e explicam muitas das coisas que ocorreram recentemente nos Estados Unidos, quando armas e munições sumiram das lojas, tamanha foi a procura por parte da população americana.

Mas essa dissertação, farei em parceria com meu amigo, irmão e advogado Daniel Toledo em uma próxima oportunidade.

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